Eu sou o passageiro
Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros
Eu vejo estrelas saindo no céu
É o claro e o vazio do céu
Mas essa noite tudo soa tão bem
[...]
Ele olha pela janela
E o que ele vê
Ele vê sinais no céu
E ele vê as estrelas que saem
E ele vê a cidade em trapos
E ele vê o caminho do mar
(Iggy Pop / Ricky Gardiner)
"Pensamentos continues, oriundos de momentos utópicos, que cabem no bolso, peito ou cabeça..."
Thursday, 24 March 2011
Tuesday, 22 March 2011
Muitos artistas dizem não ter a intenção de mudar a realidade, o mundo, fazer um novo futuro. Estes até podem conseguir. Todavia, aqueles que levantam a bandeira da revolução e rebeldia, estes poderão, mas não sem antes se passarem por loucos e falidos. Já os que se põe como a própria causa, que levantam a bandeira com sua própria face, não, estes não farão nada.
Tuesday, 8 March 2011
Não tão pocket (título provisório)
Ambos andam de madrugada por uma rua ainda molhada pela chuva que caíra pouco antes. É notório que a relação é recente, mas que duraria, pelo menos, por todo o momento que permanecessem juntos. Eles param na frente da porta da casa dela:
- Bom, eu acho que ficamos por aqui. Diz ela, como quem dizia: - Gostaria que você me acompanhasse pelas escadas até meu quarto, cama e prazer.
- Tudo bem. Diz ele, como quem dizia: - Por mim esta caminhada duraria por mais alguns passos pelo alto das escadas até seu quarto, cama e prazer.
- É porque eu não estou sozinha em casa hoje. A menina que mora comigo brigou com o namorado e dormirá por aqui esta noite.
- Não tem problema. Espero que ela faça as pazes com ele o mais breve.
Sorridente ela concorda e eles se despedem com um longo e penoso beijo que fora ameaçado romper por três ou quatro vezes, mas sem sucesso. Após alguns minutos, as últimas trocas de palavras: “Então tá, o caminho é longo.”, “Nos vemos amanhã?”, “Claro, nos vemos amanhã.” e por fim, “Qualquer coisa te ligo”.
Ele segue o caminho para casa, voltando no sentido daquela mesma rua molhada pela chuva que caíra. Ela continua o caminho para casa, sobe as escadas, entra em casa e repara que está só: pega rapidamente o celular, disca o número dele e vê que não há créditos, vai à janela e repara que ele já dobara a esquina, desce rapidamente as escadas, sai, dobra a esquina daquela rua que está molhada por conta da chuva que caíra e o encontra parado, escorado na parede, fumando um cigarro, como quem espera por uma ligação, ou alguém que não conseguira realizar essa tal ação.
O resto já não é mais preciso narrar.
Friday, 4 March 2011
Festim, confetes e etc...
Respeitável público, o circo está chegando!
Um circo invertido,
Os artistas apenas assistem e o palhaço é quem paga.
Mas é Brasil...
Ok, os artistas tocam e a plateia dança, todos no picadeiro.
E quem está na arquibancada?
É quem está comigo.
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