Wednesday, 28 June 2017

Inimigo Íntimo

Tenho conhecido, dentro de mim, o meu inimigo mais íntimo. Há quem esconda isso de si, mas ele está ali, ou aqui. Silenciosamente nocivo, se apodera das suas decisões, toma conta do seu querer e te boicota. De tão perigoso, é bom sempre mantê-lo por perto.


Thursday, 1 August 2013

Solidão, que nada!


"Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada
Solidão, que nada"
(Solidão Que Nada - Cazuza) 

Wednesday, 17 July 2013

Mesmo a sós


Todos somos covardes de nós mesmos.
Somos covardes de nós mesmos.
Covardes de nós mesmos.
De nós mesmos.
Nós mesmos.

Mesmo a sós.

Vou-me indo


De malas prontas e vazias.
Uma mochila basta,
E uma câmera à tira colo.

Fazer de cada destino, mais um ponto de partida.
A cada ida, uma vinda.
Fazer da saudade, a esperança do reencontro.
Levar os momentos e deixar um registro.

É hora de chegar.
Mais uma vez em casa.
O mundo segue lá fora.
Um dia ei de voltar.

Noites de julho


Aquelas frias noites de julho não voltam.
Aquele amargo beijo da despedida não senti.
As viagens de dentro do apartamento.
Os vinhos pela rua.
A conversa às escadarias.
Os caminhos percorridos.
Aquelas noites eram proibidas.
Permitíamos nos criminar.
Sempre me culpo nas noites frias de julho.
Foi um erro te deixar voar.

O SILÊNCIO


Me cala as desculpas,
Esconde as fraquezas,
E responde às piores perguntas.
Como uma carga explosiva,
De difícil manuseio.
Hão de julgá-lo:
Covarde,
Ferramenta dos fracos,
Golpe baixo e o caralho.
É tão meu,
Somente eu posso tirá-lo de mim.
Aos que insistem:
Saio e
Deixo a melhor resposta.

Saturday, 25 February 2012

Aos covardes

E mandei tomar no cú,
Filhos da puta e covardes,
Hipócritas e os covardes,
Corruptos e também os covardes.
Os covardes não tem a mãe puta,
Nem são hipócritas,
Muito menos corruptos.
Apenas deixam de ser alguma coisa.

Pedaço de um todo maior:

Eu te conhecia por partes, pedaços pequenos de você.
Um pedaço das pernas,
Um pedaço do busto,
Olhos, boca e nariz.
Era sempre naquele tom sépia com bordas sombreadas.

Eu te conhecia por seus escritos, grandes descrições de você.
Uma viagem não tão longe,
Uma aventura distante,
Amores, dores e prazer.

Desculpe se não te reconheci quando falou comigo.
Até então não havia concebido sua voz,
Até então fazia de suas palavras,
De tamanha semelhança às minhas,
Minha própria voz.
Pequenos pedaços são partes de algo maior.
Maior que tudo.
De todo maior.
De todo amor.

Thursday, 12 May 2011

Qualquer maço será reduzido a meros,
Quais querem tragos a fumaça,
Em um grosso e denso rastro no ar.
Como pode o pulmão se encher de asfixia,
E a mente de pura calmaria?

Não poderá limpar aquele sujo mal-dito,
Com uma simples e limpa verdade-palavra.
Basta ser ainda mais mal,
Quiçá deixar de ser verdade.
Em um sopro sair.

Friday, 1 April 2011

Por assim procurar

Eu mal consigo escrever um caderno por inteiro.
Um livro do inicio ao fim é quase impossível.
No prato do almoço há sempre sobras.
Nas aulas, o sinal vem depois de minha partida.
Ao me questionar sobre: término, sobras e pressa,
Concluo que na verdade não comecei, coloquei ou estive.