"Pensamentos continues, oriundos de momentos utópicos, que cabem no bolso, peito ou cabeça..."
Wednesday, 29 December 2010
Pecado é se omitir.
E aquele que se expressa?
Condenável!
Quem condenaria?
Aquele que se omiti.
E isso faz sentido?
Você se condenaria?
Tuesday, 21 December 2010
Estava a lembrar das constantes idas de volta pra casa já sob a luz da manhã e ouvindo Cazuza no máximo do volume do carro. Eu atravessava o Eixo Monumental e sempre reparava o Sol nascendo por trás do horizonte leste. O lago, refletindo o céu, mais parecia um mar rubro. Eu olhava no sentido contrário da via e sorria, via-se apenas carros parados, um enorme congestionamento. Enquanto uns davam "bom dia" e se levantavam, eu dava "bom dia" e me deitava.
"A vida me ensinou a nunca desistir Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir Podem me tirar tudo que tenho Só não podem me tirar as coisas boas Que eu já fiz pra quem eu amo E eu sou feliz e canto O universo é uma canção
E eu vou que vou"
Aquelas frases, com simples inversões dos termos essenciais da oração, pareciam belas. Mas se perderam no abismo da minha lembrança, esqueci. Não as escrevi. Penso que elas ainda vagam por ali. Afinal, o esquecimento não deve ser o fim, apenas uma ausência temporal. Assim como aquela que parece ter partido. Mas ali ela estará, a algum tempo de ser lembrada, relembrada, ou simplesmente conhecida.
Em um mundo que a população gira em torno de um, quer dizer, exatamente um. E ele diz, mas com outras palavras: "Meu ego já não me cabe mais, preciso de filhos". Ou seria: "Não mais caibo em meu ego. Filhos, e ter que dividi-los"? Nesse mundo conta-se apenas até um, nada mais se sabe.