Wednesday, 17 July 2013

Mesmo a sós


Todos somos covardes de nós mesmos.
Somos covardes de nós mesmos.
Covardes de nós mesmos.
De nós mesmos.
Nós mesmos.

Mesmo a sós.

Vou-me indo


De malas prontas e vazias.
Uma mochila basta,
E uma câmera à tira colo.

Fazer de cada destino, mais um ponto de partida.
A cada ida, uma vinda.
Fazer da saudade, a esperança do reencontro.
Levar os momentos e deixar um registro.

É hora de chegar.
Mais uma vez em casa.
O mundo segue lá fora.
Um dia ei de voltar.

Noites de julho


Aquelas frias noites de julho não voltam.
Aquele amargo beijo da despedida não senti.
As viagens de dentro do apartamento.
Os vinhos pela rua.
A conversa às escadarias.
Os caminhos percorridos.
Aquelas noites eram proibidas.
Permitíamos nos criminar.
Sempre me culpo nas noites frias de julho.
Foi um erro te deixar voar.

O SILÊNCIO


Me cala as desculpas,
Esconde as fraquezas,
E responde às piores perguntas.
Como uma carga explosiva,
De difícil manuseio.
Hão de julgá-lo:
Covarde,
Ferramenta dos fracos,
Golpe baixo e o caralho.
É tão meu,
Somente eu posso tirá-lo de mim.
Aos que insistem:
Saio e
Deixo a melhor resposta.