Frutos de uma mesma época de efervescência social, ideológica e cultural, a Bossa Nova e a Jovem Guarda obtiveram suas próprias características.
"O futuro está nas mãos da Jovem Guarda", essa citação faz parte de um trecho do discurso de Marx. Inspirado nela, os então jovens Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, comandaram o Jovem Guarda, programa da TV Record, que mais tarde iria também denominar esse movimento musical da juventude brasileira. Com despojamento, irreverência e letras que davam identidade aos jovens da época, a Jovem Guarda caiu no gosto popular. Mas os jovens foram virando adultos e as gerações não se renovaram. Assim, a Jovem Guarda hoje, não passa de uma antiga febre dos anos 60.
De elite para elite, a Bossa Nova teve que muitas vezes se adaptar aos gostos populares, para assim, ganhar proporções ainda maiores. Inspirada em uma visão popular e nacionalista, a segunda geração da Bossa, passou a criticar as influências do jazz norte-americano e propuseram sua reaproximação com compositores de morro, como o sambista Zé Ketti, Cartola e Nelson Cavaquinho. De tão popular que se tornou, a Bossa Nova passou a ser chamada de MPB (Música Popular Brasileira) e desse modo, encontra-se ainda presente no dia-a-dia do povo brasileiro.
Não importa se foi apenas uma febre momentânea, ou se teve que passar por adaptações para que ainda exista. A Bossa Nova e a Jovem Guarda deverão sempre fazer parte do grande alicerce musico-cultural de nosso país.
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